A escuta ativa

Você pratica a escuta ativa?

Olá, seja muito bem-vindo(a)!

Hoje falaremos sobre uma habilidade interpessoal muito importante, tanto em nossa vida pessoal, quanto na profissional: A escuta ativa.

Imagine a seguinte situação: Você está almoçando com seus colegas de trabalho e, enquanto aguarda a chegada do almoço, percebe que todos estão distraídos, vidrados em seus smartphones, ao invés de interagirem uns com os outros.

Pessoas distraídas no celular.

Em um outro cenário, pense que está em uma reunião com seu superior e, enquanto apresenta o assunto, percebe que ele fica o tempo todo digitando no notebook e, consequentemente, não está prestando atenção ao que você está dizendo.

Para finalizar, irei apresentar um último exemplo: Em uma discussão, enquanto seu amigo ou colega de trabalho se pronuncia, em vez de prestar atenção ao que está sendo dito, você fica imaginando o que responderá: Se irá emitir um julgamento, um conselho, um encorajamento ou irá explicar o seu ponto de vista. Aliás, em determinados momentos, não aguentamos sequer aguardar a conclusão da fala da outra pessoa, e acabamos a interrompendo.

Falta de atenção e empatia em uma conversação

Tenho certeza que, em algum momento, você passou por pelo menos uma circunstância parecida aos exemplos acima.

Acabamos agindo assim por impulso, por nos sentirmos extremamente atarefados ou devido à grande quantidade de distrações disponíveis. Muitas vezes nem sequer percebermos que estamos nos comportando mal. Saiba que, ao agirmos dessa maneira, perdemos a oportunidade de adquirir novos conhecimentos.

Entretanto, como já apresentei anteriormente no artigo sobre inteligência emocional, a maioria das empresas exige que os profissionais possuam habilidades comportamentais para que trabalhem em equipe e se adaptem rapidamente a mudanças. Uma dessas habilidades consiste em ouvir empaticamente.

A escuta ativa nos permite demonstrar um real interesse pelo que o interlocutor nos diz através da empatia, buscando compreender verdadeiramente os sentimentos, desejos, ideias e ações das pessoas que estão ao nosso redor.

É importante ressaltar que a escuta ativa é uma habilidade de difícil aprendizado, pois, para praticá-la, devemos realizar um enorme esforço a fim de esvaziarmos nossas mentes, deixando de lado as ideias e os julgamentos preconcebidos que possuímos. Como bons ouvintes, devemos nos manter em silêncio e prestar total atenção ao que está sendo dito.

Após à pessoa com quem estamos dialogando concluir a sua fala, parafraseie o que compreendeu. Ou seja, você repetirá, utilizando as suas próprias palavras, o que foi dito. Deste modo, demonstrará que prestou atenção, que entendeu o discurso e irá oferecer ao interlocutor a oportunidade para que o corrija, caso necessário.

Não se esqueça que, quando nos comunicamos, estamos transmitindo sinais não-verbais como gestos, posturas e expressões faciais. Sendo assim, enquanto ouvimos, devemos manter contato visual e demonstrar nossas expressões faciais como sorrir ou manifestar preocupação, quando apropriado. Podemos também anuir com a cabeça ou gesticular, com o intuito de externalizar que estamos prestando atenção.

Conversa - Sinais não verbais

Para finalizar, segue algumas dicas que certamente irão auxiliá-lo (a) a se tornar um bom ouvinte:

  • Jamais interrompa quem estiver falando. Esteja certo de que a pessoa concluiu seu discurso antes de iniciar a sua fala.
  • Seja empático e coloque-se no lugar de quem está falando, independentemente de concordar ou não com o que está sendo dito.
  • Quando estiver em uma conversa, sempre que possível, desligue seu telefone e notebook ou computador, a fim de que não haja interrupções e/ou distrações.
  • Procure ouvir ativamente o que está sendo dito, sem ficar pensando sobre o que responderá a seguir.
  • Não julgue o próximo.
  • Demonstre interesse pelo que está sendo dito.
  • Preste atenção à linguagem corporal de seu interlocutor.
  • Não emita opiniões e conselhos antes de solicitar previamente a anuência da outra pessoa, uma vez que, em muitas situações, ela deseja apenas que você a escute.

Durante esse artigo, apresentamos uma das habilidades interpessoais mais importantes, que consiste em ouvir na essência os que estão ao nosso redor. Ao praticarmos a escuta ativa, certamente aprimoraremos nossos relacionamentos pessoais e profissionais. Como consequência disso, teremos maiores oportunidades para alcançar nossos objetivos.

Espero que o conteúdo apresentado tenha sido de grande utilidade para você, e até breve!

William Lauer Junior.

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Bibliografia.

Rosenberg, Marshall B. Comunicação não-violenta. Editora Ágora.

Carnegie, Dale. Como se apresentar bem e alcançar o sucesso. Best Seller.

Dale Carnegie Training. As cinco habilidades essenciais do relacionamento (Coleção Dale Carnegie). Companhia Editora Nacional.

Massari, Vitor L. Agile Scrum Master no Gerenciamento Avançado de Projetos. BRASPORT.