Inteligência emocional

Inteligência Emocional – Você sabe o que é?

Ao longo desse artigo falaremos sobre algumas habilidades comportamentais. Você sabe o que é Inteligência Emocional?

Goleman (1998), um renomado psicólogo e autor de vários livros sobre o assunto, define inteligência emocional como sendo “a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos”.

Goleman (2011) cita que a inteligência emocional é composta pelos seguintes componentes: autoconsciência, autocontrole, motivação, empatia e habilidades sociais.

Autoconsciência

Os indivíduos que possuem essa habilidade estão aptos a adquirirem uma consciência profunda sobre as suas próprias forças, emoções, fraquezas, necessidades e impulsos. Eles são capazes de identificar como os seus sentimentos afetam a si mesmos e às pessoas que estão ao seu redor e, consequentemente, costumam ser mais autoconfiantes.

Em 1955, os psicólogos Joseph Luft e Harrington Ingham apresentaram a ferramenta Janela de Johari, que pode ajudar um indivíduo a aprimorar o seu autoconhecimento. O modelo pode ser utilizado para auxiliar uma pessoa a compreender um pouco mais sobre si mesma e a respeito de suas relações com outros seres humanos (ou grupos). A Janela de Johari pode ser aplicada em diversas situações, tais como em grupos, indivíduos, organizações, etc (BECK, 2017).

Segundo Beck (2017), a Janela de Johari possui dois eixos:

  • O horizontal, que representa o autoconhecimento de um indivíduo e subdivide-se em duas partes: O que é conhecido por si e o que não é conhecido.
  • O vertical, que retrata o conhecimento que os outros possuem sobre um indivíduo (ou um grupo), e subdivide-se em conhecido por outros e desconhecido por outros.

Fonte: STONNER, 2013.

Por conseguinte, os dois eixos formam quatro quadrantes, que são (BECK, 2017; STONNER, 2013):

  • Público – Representa todas as informações que um indivíduo possui sobre si mesmo, e que também são conhecidas por outras pessoas.
  • Cego – Nesse quadrante residem as características que os outros conhecem sobre uma determinada pessoa, mas que ainda não são reconhecidas por ela.
  • Secreto – É onde fica o conhecimento que todos os seres humanos possuem, mas que não são divulgados para outros membros de um grupo. Essas informações podem ser omitidas por diversos motivos, tais como: insegurança, medo, status, etc.
  • Desconhecido – Representa as características que são desconhecidas pelo indivíduo e pelos outros que estão a seu redor.

Dessa maneira, é possível identificar uma restrição que dificulta a obtenção de autoconhecimento sem auxílio externo, uma vez que os seres humanos possuem características vinculadas aos quadrantes desconhecido e cego onde, devido a crenças limitantes, uma pessoa não consegue perceber algumas de suas características. Portanto, Gomes (2015) cita que, além de adquirir autoconhecimento por meio de reflexões e análises individuais, uma outra grande fonte de conhecimento consiste em solicitar feedbacks a amigos, familiares, colegas de trabalho e demais pessoas que sejam de confiança. Entretanto, é importante destacar que o receptor do feedback deve estar preparado tanto para ouvir elogios quanto críticas construtivas.

Autocontrole

Essa habilidade permite ao indivíduo ser capaz de controlar as suas próprias emoções, desejos, vícios e comportamentos. Dessa forma, consegue manter-se na racionalidade, tomar boas decisões, ser ponderado, adaptar-se rapidamente a mudanças e manter-se íntegro.

Contudo, Clear (2019) alerta que o autocontrole deve consistir em uma estratégia de curto prazo, pois despende muita energia. Sendo assim, é recomendável a aplicação de alguma técnica de mudança de hábitos para que seja possível a uma pessoa mudar seus comportamentos, emoções, desejos e vícios, transformando-os em novos hábitos. Dessa forma, será despendida menos energia.

Motivação

Goleman (2011) cita que a motivação consiste em uma variação da autogestão, por meio da qual as pessoas mobilizam emoções positivas a fim de permitir que elas alcancem as suas metas pessoais e profissionais.

Empatia

Um indivíduo empático pode tomar decisões inteligentes, pois considera, de uma maneira ponderada, os sentimentos das outras pessoas, juntamente com outros fatores adicionais.

Segundo Rosenberg (2006), a empatia consiste na faculdade de compreender verdadeiramente e respeitosamente o que outras pessoas estão vivendo ou sentindo e, para isso, é necessário aprender a escutar verdadeiramente, sem ideias preconcebidas ou julgamentos. Além disso, uma pessoa empática controla os seus impulsos e não provê conselhos sem que os mesmos lhe sejam solicitados. 

Goleman (2011) nos ensina que existem 3 tipos de empatia:

  • Empatia Cognitiva – Permite a uma pessoa compreender a perspectiva de um outro indivíduo, ou seja, a maneira por meio da qual ela enxerga o seu mundo.
  • Empatia Emocional – Essa empatia propicia a um ser humano detectar, de uma forma imediata, como outra pessoa está se sentindo naquele instante.
  • Preocupação Empática – A pessoa que possui esse tipo de empatia pode sentir as necessidades de quem está à sua volta e, consequentemente, reage espontaneamente ao que os indivíduos sentem que é mais importante para eles.

Habilidades Sociais

As habilidades sociais permitem a uma pessoa conduzir os demais rumo a um propósito que ela tenha em mente. Quem possui essas habilidades forma uma rede de relacionamentos a ser utilizada quando necessário. Quem é dotado de habilidades sociais, sabe que não se faz nada sozinho.

Conforme Brotto (2020), algumas habilidades sociais importantes são: comunicação, lidar com críticas, negociação, mediação de conflitos, coordenação de grupos, escuta ativa, estabelecimento de relacionamentos, entre outros.

Empatia

Para finalizar, quem possui inteligência emocional demonstra as seguintes características:

  • Estão conscientes de suas emoções, forças e fraquezas.
  • Lidam bem com as suas emoções.
  • Adaptam-se bem a mudanças.
  • Permanecem com o foco rumo ao atingimento de suas metas.
  • São empáticas e capazes de perceber os sentimentos dos outros.
  • São capazes de persuadir e influenciar outras pessoas.
  • São excelentes negociadores.
  • Trabalham bem em equipe.

Gostou deste fascinante assunto e deseja aprimorar o seu conhecimento? Recomendo a leitura dos seguintes livros:

Muito obrigado e até breve!

William Lauer Junior

Bibliografia

BECK, Caio. Janela de Johari: feedbacks. Andragogia Brasil, Curitiba, 2017. Disponível em: https://andragogiabrasil.com.br/janela-de-johari-feedbacks. Acesso em: 10 mai. 2020, 08:30.

BROTTO, Thaiana Filla. O que são habilidades sociais e por que são importantes?. Psicólogos Berrini, São Paulo, 2020. Disponível em:   https://www.psicologosberrini.com.br/terapia-cognitivo-comportamental/habilidades-sociais. Acesso em: 01 abr. 2020.

CLEAR, James. Hábitos Atômicos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. E-book acessado do Kindle.

GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. E-book acessado do Kindle.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional – A teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. E-book acessado do Kindle.

GOMES, Ana Paula Cortat Zambrotti et al. Coaching e mentoring (FGV Management). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015. E-book acessado do Kindle.

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta. São Paulo: Editora Agora, 2006. E-book acessado do Kindle.

STONNER, Rodolfo. Entendendo as relações interpessoais – a Janela de Johari. BlogTek, 2013. Disponível em: https://blogtek.com.br/entendendo-as-relacoes-interpessoais-a-janela-de-johari. Acesso em 10 mai. 2020, 09:00.

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